Hoje estávamos refletindo sobre o exercício da cultura de paz junto às crianças. A Cintia, nossa professora da manhã e especialista de yoga, trouxe a necessidade que uma mãe, aluna dela de yoga, apresentou em buscar orientação quanto ao acompanhamento das crianças. Ela relatou dificuldade em lidar com as emoções que brotam no cuidado com as crianças.
Partindo disso, retomamos nosso eixo na escola, a Cultura de Paz, e fizemos um apanhado de situações permeadas pela Cultura de Paz em nosso cotidiano escolar, como um exercício que estamos fazendo em estabelecer relações positivas e que permitam o despertar de uma nova visão para nós, para os pais e para as crianças.
Ainda no início da manhã, as crianças seguem uma rotina onde fazem a prece e, mesmo tão pequenos, sabem recitá-la a seu modo e chamam para fazermos prostrações em frente ao altar. Esse já é um resultado da importante rotina repetida das crianças, que facilitam a concentração e o olhar para a interrelação. Durante suas brincadeiras livres, muitas emoções brotam nas crianças e nos facilitadores, afinal de contas somos todos alunos desse caminho para conseguir dirigir a mente. Há disputas acirradas por brinquedos, choros e falta de paciência entre as crianças, porém aos poucos eles estão aprendendo a reconhecer como se sentem, a dizer o que estão sentindo e assim, têm outra saída para as emoções perturbadoras, ao invés de serem levados por elas o tempo todo.
Os facilitadores fazem esse exercício constantemente. Sentimos apego e aversão, observamos nossas emoções e exercitamos não responder de forma automática às crianças. Um trabalho de atenção plena, de meditação no dia a dia, que tem sido experienciado a cada dia. Este mês começamos o estudo dos 6 reinos da roda da vida e das emoções perturbadoras. A parceria entre a Fabiane, nossa coordenadora pedagógica e o apoio pedagógico da Cristina, gerou uma preparação com estudo e meditação para os facilitadores para que, na prática, esses consigam lidar de forma mais lúcida com as emoções das crianças e as suas próprias.
Enfim, a escola é um rico laboratório para o exercício da Cultura de Paz. A conversa que iniciou hoje bem cedo com a Cintia, trouxe a importância de conseguirmos dirigir nossa mente e com isso poder ajudar a muitos outros pais e professores que sintam a necessidade de estar nas relações de outra forma para gerar felicidade. Este blog pode servir como um meio de trocar informações e expandir nossas vivências tão preciosas para efetivar a Cultura de Paz na educação!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
1 comentários:
Estão ótimos esses relatos. Estou aprendendo muito.
Continuem com esse blog!!!
Abração da sanga do CEBB SP.
Gustavo
Postar um comentário